16 de novembro de 2010

Melhor amiga

Hoje tenho a certeza que somos diferentes.
Ponho a dúvida, mas sei a resposta: quantos seriam capazes de aguentar tudo isto? Quantas amizades sobreviveriam desta forma?
Talvez se contem até pelos dedos.
Nós soubemos, nós conseguimos, conseguimo-lo todos os dias.
Nós, humanos, não somos muito propícios às mudanças e a nossa inércia é incontável.
Mas nós conseguimos, meu amor. Não é fácil, não é nada fácil mesmo, mas sabemos viver cada dia, soubemos ultrapassar cada obstáculo e até o maior deles todos – a distância.
Soubemos manter toda a amizade, continuamos a ter aquele tempinho só nosso, falamos todos os dias e mantemo-nos juntas em pensamento sempre.
Para ser sincera, nunca pensei que isto fosse possível. Não me pensava capaz de o conseguir. Mas descobri que o amor vence qualquer coisa.
Aquilo que temos, aquilo que sinto por ti, é maior do que qualquer outra coisa e é infindável. Por mais obstáculos com que nos deparemos eu sei, agora sei, que seremos sempre capazes do os ultrapassar.
Demos todo o significado ao “juntas podemos mudar o mundo”.
O orgulho que tenho em nós é imenso :’)
O orgulho que tenho de ti é inexplicável.
Obrigada por me proporcionares tudo isto, obrigada por cada segundo, cada vivência. Obrigada por me ensinares e me ajudares a ser quem sou.
Obrigada por sermos tudo isto.

AMO-TE MELHOR AMIGA
HOJE E SEMPRE =’)


16/02/2009

17 de setembro de 2010

Ponto final

Levaste um pedaço de mim, tiraste-mo, e eu permiti. Fui fraca, fui vulnerável… e agora não há forma de o recuperar.
Se algum dia olhares para trás, eu já lá não vou estar, à tua espera, à tua disposição. Tens parte de mim mas eu saberei como viver sem esse bocado, saberei como preencher o espaço, ou como aguentar o vazio. Não me posso é permitir continuar a viver na prateleira de onde me tiravas nos teus momentos de solidão, terei o meu lugar noutra prateleira, noutro canto.
Terás que saber como viver sem ter o teu porto seguro, sem ter a certeza de que se algo correr mal poderás voltar atrás. Eu não me posso permitir a que tires mais de mim.
Desculpa, tive de partir. Tive de conhecer novos horizontes, tive de dar algo a mim própria.
E um dia perceberás que é quando já não temos que damos pela falta, nesse dia temo que seja tarde de mais.
Este é o último adeus, e desta vez não existe um “até já”.

Não te esqueças de guardar o meu pedaço…


15/06/2010

Ponto final. Vamos ver é se é parágrafo.

23 de agosto de 2010

Contrariedades

Tudo na vida é antagónico. Se hoje dizes isso, amanhã inevitavelmente dirás aquilo. É difícil delinear uma conduta de vida, é difícil seguir um caminho sem fazer desvios. Mas antes de escolhermos qualquer trilho, devemos ter clarificada uma base, uma estruturação dos nossos princípios, das nossas crenças e, muito importante, dos nossos limites. Só a partir dessa base é que podemos fazer as escolhas com que nos deparamos no dia-a-dia. Não digo que alguns aspectos não possam ser alterados, porque é isso mesmo que fazemos: aprendemos, crescemos, moldamos a nossa existência. Mas duvido que esses desvios se afastem demasiado das ideias iniciais.
Mas não se iludam: esses princípios não surgem assim tão cedo. Ganham-se com a experiência, com o adquirir de conhecimentos e vivências. Uns, por infinitas razões, moldam a sua personalidade, os seus princípios, mais cedo; outros fazem-no mais tarde. Não há uma altura certa, portanto não há que julgar os outros por isso. Diferentes todos somos. É importante saber aprender com a vivência de cada um, saber tirar partido disso, de uma forma positiva, que nos faça crescer, tomar consciência de realidades que desconhecemos e determinarmos o nosso ponto de vista.

Por tudo isto, e muito mais, sempre que virem alguém na mais pura das contrariedades, não julguem, apenas ainda não criou as suas bases.
9/11/09

27 de julho de 2010

Enganos da vida

Temos sempre tantos ideais, tantos objectivos. Criamos demasiadas expectativas em relação à maioria das coisas que acontecem na nossa vida.
E mais do que isso, esperamos sempre o melhor dos outros. Dos que pertencem à nossa vida, dos que acabámos de conhecer e dos que ainda vão surgir.
Às vezes pergunto-me por que o fazemos. No fundo acho que queremos que a outra pessoa seja igual a nós próprios. Queremos que se esforce, queremos que invista na relação, seja ela de qualquer tipo. Isto porque sabemos que um barco não anda sozinho e, portanto, não queremos ser os únicos a remar.
Mas quantas vezes foram as que o barco acabou por se afundar?
Esperamos tanto, idealizamos uma imensidão de coisas e parece que quanto mais o fazemos, maiores são as desilusões que sofremos.
Ao ler isto, não tenho dúvida que cada pessoa vai pensar num amigo que afinal não merecia esse nome, num namorado que demonstrou ser tudo menos o famoso “príncipe encantado”. Enfim…exemplos há-de haver muitos. E cada um de nós tem os seus próprios.
Apesar do quanto custa na altura da “descoberta”, hoje sabemos olhar para trás. Ou pelo menos devíamos saber.
Não se deitam fora relações, pessoas. Elas saem da nossa vida, mas não deixam de pertencer ao nosso passado.
O que temos de saber é a aprendizagem que, de uma maneira ou de outra, ganhámos com elas. Identificá-la por vezes é difícil, mas ao depararmo-nos com situações em concreto, recordamos e percebemos que aprendemos algo.
E os erros são uma constante na nossa vida e mesmo quando não conseguimos remediá-los, aprendemos com eles e sabemos que não os voltaremos a repetir, ou pelo menos fazemos por isso.
Apesar de termos consciência de todas as implicações que isso tem, não deixamos de criar expectativas em relação aos outros, mas acredito que estamos mais de pé atrás.


16/12/08

3 de julho de 2010

Agarro o vazio

Fecho os olhos e não é mais o teu toque que sinto, estico o braço mas já não te consigo alcançar. Partiste. E eu não sei onde ir para te trazer de volta.
As minhas mãos agarram o vazio, as tuas já aqui não se encontram. Se alguém agora as agarra, não o fará de certeza com tanto fulgor como eu o fazia, como eu ainda o faço nos meus momentos de solidão.
Não sei se conseguirás recordar o caminho de volta, só se o tiveres deixado traçado. Eu não o posso seguir: as tuas pegadas já foram apagadas pelo vento, o mesmo que te levou para longe.
Só nos resta uma forma de nos encontrarmos: recordando. Só as nossas memórias ainda se tocam, e nada mais.


7/8/09

29 de junho de 2010

Animalidade

Tudo se resume a uma dança de dois corpos, que se tocam e se consomem, mas que determinam barreiras, limites, dos quais se estabelece uma distância.
Não se entrega mais do que o corpo, a alma fica fechada e da chave só há um exemplar.
Dá-se vida aos instintos, e a animalidade predomina sobre aquilo que nos distingue: a racionalidade.
Não há junção de mais do que fluidos corporais e após a fome saciada não fica a restar nada.
Não há palavras a dizer, olhares a trocar. O trabalho está feito e o corpo agora pesa.
É fechar os olhos e esperar pelo próximo.


18/6/09

19 de junho de 2010

Escolhe outro trilho

Muitas vezes o preço que se paga em ser diferente é demasiado alto. Perdem-se oportunidades, perdem-se pessoas, perdem-se momentos, perdem-se experiências. Pode haver recompensa, há, eu sei que há, mas há momentos em que isso não parece suficiente.
Há momentos em que o tempo parece escassear e a vida andar demasiado devagar, com poucos desenvolvimentos importantes. Aí apetece-nos correr atrás de todos os outros, deixar-nos ir, ser o que toda a gente é, sem nos importarmos com a marca que deixamos.
Mas isso são devaneios, são instantes de fraquejo que, mais tarde, orgulhamo-nos de não os ter seguido. Porque só mais tarde podemos perceber qual a recompensa de todo o nosso esforço e de toda a coragem de seguir outro caminho.
É preciso determinação, sem dúvida. Talvez seja por isso que pouca gente o faz: é tão mais fácil baixar os braços e simplesmente seguir as pegadas já pisadas.
Mas aí não estamos a deixar a nossa marca, estamos apenas a seguir o caminho que alguém antes de nós traçou e que, provavelmente, já foi pisado por muitos mais.
O que parece que se perde num dia em escolher um caminho diferente é depois encarado como um grande ganho na nossa vida e um passo importante na nossa experiência.
Não é o medo que tem que persistir, é o orgulho!


16/6/09